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A mostrar mensagens de fevereiro, 2026

Aves da noite (prosinha para os meus desconhecidos)

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Tenho mais conhecidos do que amigos.  Tenho só conhecidos, só, sem amigos? Essa questão não vale a pena viver.  Palavras, expressões: “Boa tarde”, “Como está?”, “Tudo bem!”, “Como está?”, “Costumas vir para aqui?”, “Há quanto tempo!”, “Tudo bem!”, “Cá estamos”, “Vamos andando!”, “Neste momento, estou a dar umas aulas”, “Gosto muito do que você faz em Cedofeita!”, “Podemos combinar um café um dia destes!”. Gestos, caras: Acenos de mão, inclinar da cabeça, sorrisos mais ou menos forçados, um ou outro passou-bem. Mas, se não são amigos, nem irmãos cristãos, sequer, são-me totalmente desconhecidos, sou-lhes totalmente estranho, raro como dizem os hispanofalantes. Enfim, tenho mais desconhecidos do que amigos. Mas não estou só, não, afinal, entre dezenas de desconhecidos. Lembro-me da Marge Simpson, citada por Rita Ferro na epígrafe do romance “Os Filhos da Mãe” que li e amei como um grande amigo no Secundário: “ A stranger is a friend you haven't met”. Tenho imensos desconhecidos...