Torquato



Torquato é o recepcionista da biblioteca pública que frequento muito, eu no Porto como David Bowie em Berlim (que bela comparação para texto curto!). Pois lembro-me agora que Wendy Leigh, na sua biografia sentimental desse Lázaro cantante e exaltante, livrinho que folheei há um ror de tempo na Fnac (a extensão da sigla é Fédération Nationale d'Achats des Cadres, mas o sítio é quelque chose onde quase nada compro, muito menos quadros, minha Santa Rita bendita!), conta que o músico estava sempre metido na biblioteca nos seus dias de mendigo em Berlim. Isto devia estar aqui entre parêntesis rectos só para não esquecer por toda a eternidade. Enfim, penso que Torquato é um bom nome para personagem de um conto que posso escrever um dia destes.

P.S. Ah, esqueci-me de pensar que, desde pra'í Torquato Tasso, nunca mais apareceram Torquatos, não no mundo, nas bibliotecas. A propósito deixo aqui a cara do gajo, do clássico, que deixa tudo isto um poucochinho melhor.

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