A ars poetica do Bairro do Carriçal
Olha-me o cabrãozinho do gato esticado em posição de ataque, o vadio!, à espera que o rato saia de baixo da terra ou que as pombas desçam do céu da minha janela. Vai observando uma lagartixa e maravilha-se com folhas outonais que se mexem beijadas pelo vento deste Verão fora de horas. Entedia-se de ser ao fim de uma hora ou mais. Levanta-se da sua preguiça de predador domesticado. Acaba por se contentar, como o gato de Pessoa?, com um resto de folha de árvore amarrotada que pode bem ser um animal para ele brincar. Anda cá!

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