A gaivota do Palácio que só comia bolachas belgas gigantes
[Ah mas são verdes! Como uma foto de Instagram deu uma história que é um diálogo entre um astro da poesia e uma gaivota irónica. Não queremos para aqui críticos literários! É uma história, não é uma meta-história, pois ainda não chegou à meta final.]
- Eh?!!!
- Dava uma boa história infantil, não dava?!!! Eh?!!!
- Por que é que estás a usar tantos pontos de exclamação numa história infantil, ó poetastro! Achas que as crianças e as gaivotas são assim tão exageradas?
- Poeta astro?!!! Muito obrigado pelo elogio, gaivota, amiga!
- Ah! Ah! Ah! [isto é uma interjeição que não consegue imitar a gargalhada irónica da gaivota...]
- Mas o facto é que eu não imagino, eu como mesmo pedacinho a pedacinho, até ao fim, toda aquela bolacha belga gigante do Palácio de Cristal, assim como no século XIX já comi todo o Palácio de Cristal que era feito de chocolate branco.
- Ah! Ah! Ah! [isto é uma interjeição que não consegue imitar a gargalhada do poeta astro]
- Ri-te, ri-te, que faz bem rir e fazer rir nas histórias infantis, ó poeta... astro!
- Tenho sentido de amor.
- Sentido de humor... sentido de amor. Jogo de palavras muito banal. Melhora lá isso mais logo depois de sonhares com gaivotas escritoras!
- Então, diz-me lá, se comeste a doce abóbada por que é que ela está ali e eu estou a fotografá-la?
- É que, amigo poeta astro!, da uma às seis da manhã, as gaivotas do turno da noite recompõem aquilo com uma abóboda de folhas de árvores para os fotógrafos continuarem a publicar belas fotos no Insta.
- Ah! Ah! Ah! Também dizes Insta? És uma gaivota muito trendy!
- Em sendo trendy, vais ver como a nossa história infantil vai vender que se farta!
- Só pensas no lucro, gaivota amiga da onça, eu penso nos leitores!
- Ah! Ah! Ah! [isto é aquela mesma interjeição que não consegue imitar a gargalhada irónica da gaivota...]

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