Sem Wifi no Cemitério da Lapa. Mas eis longe, ao longe...




Num mortiço domingo de Janeiro, entro pela primeira vez no Cemitério da Lapa. Não foi a primeira e última. E espero bem que não seja a última! ;) Entro, assim como quem não quer a coisa, para ver se encontro a última morada do poeta Soares de Passos, o famoso autor d''O Noivado do Sepulcro'. «Que paz tranquila!...» Não fui para casar com ele, digo desde já. Ainda não estou assim tão desesperado e zangado com o mundo dos vivos. Tentei, assim como quem não quer a coisa, aceder à rede Wifi Porto Digital para tentar ajuda para encontrar a casa eterna do romântico vate. Não há rede. Só duas redes Vodafone detecta o smartphone. De que espíritos serão? Não me interessa. Começo a estugar o passo de volta rumo ao portão de saída porque começo a sentir qualquer coisa estranha dentro e fora de mim. Sinto qualquer World Wide Web vinda não sei bem de onde. «Que paz tranquila... mas eis longe, ao longe/ Funérea campa com fragor rangeu; Branco fantasma semelhante a um monge,/D'entre os sepulcros a cabeça ergueu.» Pira-te, mas é, ó poeta! :p

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