Nas tuas mãos entrego o meu espírito



Tudo de bom e de mau me tem acontecido na vida. O beijo, o soco. A literatura, a ignorância. A ternura e a ofensa. O desprezo, o olhar. Por acção das minhas mãos, manípulos do corpo e da alma, ou por obra de mãos de outrem. Hoje vítima, amanhã carrasco. Anjo? Bruto? Homem (como no poema de Torga). Síntese, antítese. Mas o problema é quando a acção boa ou má não está nas minhas mãos nem nas do próximo? Que podem as mãos de um homem assim?

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